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segunda-feira, agosto 15, 2011

Lagoa de Valdera

Se logo depois de saimos da vila virarmos à direita, somos convidados a subir a ponte que passa por cima do caminho de ferro, após a qual, a descida tem de ser feita com a mão no travão para virarmos sem demoras à esquerda. Cerca de 100 metros depois, chegamos ao fim da estrada de alcatrão (que coincide, imagina-se, com o inicio da estrada de terra).

A partir daqui estamos no campo. Casas de campo, terrenos livres, cães a ladrar, ovelhas e vacas a pastar. Estamos a pouco mais de 1km do centro da vila, mas em pleno campo, tendo como banda sonora o som dos aspersores.

Várias curvas, contracurvas, mas sobretudo subidas e descidas, chegamos à estrada agreste que nos conduz a uma lagoa sem nome, baptizada pelos aventureiros da viagem. Aqui não há ovelhas, não há casas, não há aspersores. Aqui vemos a presença humana na linha do comboio atrás de nos, que apesar de passar pouco, passa depressa, tão depressa que arrepia, com o seu som ensurdecedor. Há ainda a vedação a marcar a propriedade de alguém, como se a propriedade fosse mais importante que a vista.

Ali ao fundo, pássaros banham-se na lagoa, descontraídos, neste recanto remoto, onde quase ninguém chega e onde quem passa, passa dentro de carruagens apressadas...

domingo, julho 24, 2011

The Return of the cacher

Enquanto pedalava em direcção ao destino, zangava-me comigo mesmo por ter tido a patética ideia de ir procurar aquelas duas caches... Mas a culpa do caminho ser difícil é deste tempo horrível, que apesar de estarmos no final de Julho, continuamos a sentir uma horrível ventania! Hirra!

Bem, duas pausas para descansar, procurar e loggar...
GC2Z3MP A Feira do Pinhal Novo
GC2W6Q1 Apeadeiro da Jardia

sábado, julho 16, 2011

Ir, mas para onde?

Apetece-me ir andar de bicicleta, mas tenho de ter tempo e um sitio para onde ir... Andar apenas porque sim, não me anda a parecer muito ... apelativo (?!). É incrível, porque conheço demasiadamente pouco aquilo que está à minha volta, mas parece tudo tão longe.

Será que um dia conseguirem fazer como aquelas pessoas que, apenas por desporto, fazem 40 kms apenas porque sim?

domingo, março 06, 2011

BTT Ourique

Após 4 km a chafurdar na lama, está decidido, oficialmente, que detesto btt... Não é tão mais confortável andarmos em cima de um alcatrão suave e macio? Exacto!

sábado, fevereiro 26, 2011

Ai, o bicharoco...

Se é verdade (e és mesmo) que é raro postar, é raro andar de bike e é raro procurar caches, não é menos verdade que cada vez que faço qualquer uma destas coisas, me dá uma vontade enorme de a repetir. Não fosse esse o caso e não estaria aqui este post!

Então vá, um pouco de palha para fazer o post valer...

Por ontem ter ido geocacher, hoje estou com o geocache à flor da pele. Dentro de momentos, vou ter uma listinha para procurar e quem sabe se não é já para amanha. Bem, a bem ou a mal, a lista de próximas procuras será feita ou eu não me chamo MrBiogene (por acaso não chamo, mas isso dava conversa para outro post).

Entretanto, andei aqui a mexer e descobri coisas giras, uma delas foi que posso criar várias páginas e acabei por criar uma para meter lá dentro as caches que vou encontrando (-> see by yourself).

A ver se não fico tanto tempo sem postar coisas ou pelo menos a ver se agora aproveito que estou o bichinho bem vivo cá dentro... e tem mesmo de ser que há pessoas com registo muito mais recente e que já me passaram à frente >_<

Tenho dito!

sexta-feira, maio 29, 2009

Voltar à origem (Algures entre a saudade e a liberdade)

Tenho saudades de muitas coisas... Há bem pouco tempo, dei por mim angustiado por saber que não vou poder voltar a estar, na já demolida casa dos meus avós, com muitos dos meus 14 primos (e o meu irmão) maternos, a jogar um jogo qualquer, como acontecia quando eu tinha cerca de 5 anos...

Temos saudades do passado, daquela visita de estudo, daquela piada, daquela pessoa, daquele sitio, daquela actividade... Há coisas que podem voltar a acontecer, outras que não, mas tirando a questão temporal, isto é, o facto de envelhecer-mos, muitas das coisas das quais sentimos saudades e que não voltamos a fazer é por culpa meramente nossa!

Mas porque este assunto hoje? Porque sentia saudades da liberdade de andar de bicicleta... Há vários anos que não a sentia. Tinha criado o meu estereotipo de que eu não era assim... eu não o podia fazer. Há mais de 6 anos que não andava de bicicleta. Hoje mudei isso... Cansei-me nas subidas, cansei-me em terreno plano quando quis andar mais depressa para sentir o vento, descansei sempre que a descida dava o balanço, aumentava a velocidade, fazia bater mais vento na minha cara e que a estabilidade física e emocional me permitia fechar os olhos por alguns segundos e ser livre de mim mesmo...

Vale a pena estar cansado agora... Porque foi bom estar livre no meio na Natureza...