Tenho o simpático prazer de morar numa vila relativamente calma, nos arredores da grande cidade. Apesar de estarmos a pouco mais de 30 minutos da capital, podemos ser ainda confrontados com a agradável calma de um rebanho de ovelhas a passar de um pasto para o outro, muito perto do centro da vila, atrasando por vezes os nossos carros, quando rumamos a casa, no final do dia.
Há porém um momento em particular do ano, em que esta vila se torna o contrário absoluto. Durante cerca de uma semana, abrimos as portas e deixamos entrar milhares de visitantes dos arredores para virem às nossas festas. Por serem festas nas ruas da vila e a custo zero, sempre associadas ao feriado que se comemora hoje, recebemos sempre um mar de gente. Gosto de ver pela janela, o descampado em frente à minha casa cheio de carros. É um sinal de desenvolvimento e de progresso, mostrando-me que pelo menos uma vez por ano, este pequeno canto remoto é importante e especial.
Porém, onde há muita gente, há muita confusão. Perto da hora dos grandes nomes do cartaz subirem ao Palco, as regras de transito deixam de ser entendidas como regras para passarem a meras sugestões ignoradas, para aqueles que querem desesperadamente encontrar um lugar para deixar de lado o seu meio de transporte. A multidão sobe e desce a rua, a gritar para se sobrepor aos sons das músicas dos mais de 4 palcos que fazem a festa. Embrulhada entre a imensidão dos pavilhões de exposição a lojas e marcas que todos os anos ocupam as mesmas posições, a massa incógnita passeia-se esquecendo os seus problemas.
A entrada no Pátio Caramelo é sempre difícil, pois a passagem é curta e a multidão é mais que larga. Lá dentro, jovens dos 5 aos 50 reúnem-se em grupos. Os copos caem constantemente vazios das mãos para o chão...
No final de cada dia destas festas, o rasto é de bebidas entornadas, copos pisados, papeis amarrotados, garrafas de cerveja nos cantos, pessoas a urinar num canto algures, e toda mais uma cascata de coisas que o meu cérebro as vezes prefere nem me mostrar.
Adoro as festas, porque são um sinal de liberdade para mim, mas era tão bom que festa e respeito não fossem coisas tão distantes...
Atenção: Se tudo correr bem, este blog será um amontoado de constatações que não interessam a nenhum ser com o mínimo de inteligência... Fujam enquanto é tempo! :)
sexta-feira, junho 10, 2011
segunda-feira, abril 25, 2011
Romantismo protocolar
Aposto que, se não foram já limpas, as objectivas das câmaras que vão filmar o casamento do príncipe, vão ser! Estão vários olhos apontados para aquele que é, segundo uma amiga me disse há pouco, um grande acontecimento romântico.
Não percebo porque é que este casamento será romântico. Estamos a falar de toda uma cerimónia protocolar, onde tudo está definido até ao mais ridículo pormenor, de forma a que nada possa ser espontâneo. A simples e romântica expressão "I love you" não poderá ser sussurrada, porque aquelas pessoas que definiram os protocolos não o idealizaram!
O romantismo é espontâneo. É enviar uma mensagem escrita às 3 da manha, porque não conseguimos dormir e queremos companhia. É apanhar aquela flor que está no caminho e da-la à pessoa ao nosso lado para a ver sorrir. É combinar um encontro para amanha de manha, apenas porque um de nós não está bem.
E o verdadeiro amor é aquele que se sente... não tem de ser necessariamente aquele que se mostra...
Não percebo porque é que este casamento será romântico. Estamos a falar de toda uma cerimónia protocolar, onde tudo está definido até ao mais ridículo pormenor, de forma a que nada possa ser espontâneo. A simples e romântica expressão "I love you" não poderá ser sussurrada, porque aquelas pessoas que definiram os protocolos não o idealizaram!
O romantismo é espontâneo. É enviar uma mensagem escrita às 3 da manha, porque não conseguimos dormir e queremos companhia. É apanhar aquela flor que está no caminho e da-la à pessoa ao nosso lado para a ver sorrir. É combinar um encontro para amanha de manha, apenas porque um de nós não está bem.
E o verdadeiro amor é aquele que se sente... não tem de ser necessariamente aquele que se mostra...
terça-feira, março 22, 2011
Tapada's Secrets
Começou no Anfiteatro, uma aventura secreta pela Tapada da Ajuda (GC176CK). Um ano depois da primeira aventura, piso os degraus de pedra na companhia da Ana para procurar o tesouro antes desaparecido. Alheios à riqueza da pista que o anfiteatro esconde, um grupo de estudantes conversa distraído do outro lado. A procura começa, pela borda de trás, mas é um pouco mais abaixo, tapado por uma pedra que de revela o rolo com o pergaminho que irá desenhar este mapa. No terceiro dia de sol do ano, estamos no bom caminho.
No lago dos patos, já há algum tempo que não há patos. Algumas tampas saltam sob o olhar atento das tartarugas que se banham com os raios de sol e sobre o nadar elegante dos peixes que se vêm na água verde. Salta, sem muitas dificuldades a tampa certa para marcar mais um ponto no mapa do tesouro. A próxima paragem é o mar branco!
Tal como os patos não estão no sitio dos patos, a água já não enche o mar branco. Sem ser necessário um barco, lembramos-nos da dificuldade que é voltar à margem sem uma corda que nos puxe. O cenário é analisado e os cactos exóticos erradamente introduzidos na paisagem há anos fazem com que o acesso seja ainda mais complicado. Abrimos a caçada pelos trilhos ainda não desenhados. O mato é virgem mas nós progredimos, agarrados às árvores para não cair, colina abaixo. Arranhão aqui e ali... não importa: todas as aventuras deixam os seus arranhões. A descida está feita e estamos com pé onde um dia não teríamos. Seguimos as coordenadas do GPS e encontramos o X que assinala o caminho. Não é o X final, mas lá chegaremos.
Aproveitamos a brisa marinha que se faz sentir e que de marinha tem pouco e quando as energias estão renovadas, construímos a nossa canoa para sair da lagoa seca. Fica para trás o auditório e subimos pela avenida das oliveiras. Junto à reserva da natureza, um quarto ponto de passagem chama por nós. A vista continua agradável, como sempre foi e olho com desejo para a reserva onde a Natureza manda. Hoje não é dia de a ir explorar.
Por cima, por baixo ou ainda por mais baixo. Se no meio está a virtude, foi o meio que seguimos. Um cemitério de ciprestes vivos travava sistematicamente o nosso caminho, atribulado. Não é mato, mas também arranha. Nos arames estamos nós, sem saber o que procurar, onde procurar ou como procurar. Um cavalo relincha ao fundo a dizer "é aqui". Mesmo sem nos aperceber-mos ouvimos-o e não tarda a micro surge mesmo à vista. Esticam-se os braços para a alcançar e para a repousar. O mapa do tesouro está completo, portanto é hora de descer.
Não nos aventuramos pelas minas de água, que têm uma porta aberta, nem repousamos na geradora. Apenas uma paragem a meio do caminho para recuperar mais algumas forças e não tarda chegamos ao tapete verde que esconde o caminho. Todos os vestígios da presença dos piratas que esconderam o tesouro estão apagados, pelas plantas que quiseram tentar ali a sua sorte no mundo vivo. O lago está escuro, como sempre esteve, mas hoje sem caloiros a tomar banho. Ao fundo, para lá dos muros da Tapada da Ajuda, um rádio toca por uma janela aberta. Escondido, o tesouro acaba por se render e mostrar, não querendo que nós contenhamos mais a alegria de encontrar mais uma cache, e esta, uma excelente cache...
domingo, março 13, 2011
Missão: Sorrisos no Parque das Nações
É difícil assinalar a que horas o dia começou. Por um lado, o despertador tocou as 9h00, mas eu só me levantei as 9h30. O comboio só chegou à estação às 10h10, mas eram já umas 11h15 quando pus os pés no Parque das Nações.
Na mochila: Um inicio de uma constipação e 10 geocaches para procurar com a maior diversidade até ao momento (duas mistery, uma virtual, uma wherigo [tudo novidade para mim], uma multi e 5 clássicas).
Cerca de 3km em linha recta separavam a primeira da última cache, sendo percorridos mais 3 para que eu pudesse meter-me a caminho de volta a casa.
A missão: Espalhar caras contentes no Parque das Nações.
Foi no Passeio de Neptuno (GC2KB2P) que se abriram as hostes. Esta cache mostrou-me que o Parque das nações é afinal maior do que eu pensava e que uma coisinha grande pode ficar escondida numa coisinha pequena. Enquanto esperava que pudesse tirar a cache do local sem ser topado, pude aproveitar a calma da hora... Mas o que mais marca esta cache, foi ter contactado pela primeira vez, ao vivo, com um geocacher. Lá estava ele, no GZ no momento em que eu a ia devolver ao ninho. A sua 199ª cache, contrasta com a minha 10ª.
Ali ao lado e debaixo das primeiras gotas de água do dia, estava a Numb3rs [Lisboa] (GCTHFG). A pista foi tão clara que antes de chagar ao local, já estava a ver que ela estaria ali. O único problema era um muggle que não fugiu da chuva e que, a 3 passos de mim, mas de costas para a cache, gritava ao telemóvel, alheio a tudo o que fiz nas costas dele. Se ele não via por estar de costas, eu podia (e pude mesmo) levantar a tampa e recolher a cache. A segunda do dia estava feita e a chuva queria piorar...
O sitio d'A Cache do Gil (GC2K9R9) já tinha história antes do Geocaching. Foi neste local que comi a minha primeira sandes de Delicias do Mar, em plena Expo'98. Não contratando, as sandes de Delicias do Mar são as minhas preferidas e esta ficou também a ser a cache mais divertida do dia. A minha primeira Wherigo levou-me a reconhecer os recantos da Expo'98, convertida em Parque das Nações, abrindo as memórias já a ficarem apagadas. Acompanhando o Gil pelo parque, relembro os momentos vividos nos Jardins de Água, passeio via Ribeira das Naus ao antigo Pavilhão da Utopia, percorro os jardins Garcia da Horta, conheço a Docas , aprecio a magnitude da Torre Vasco da Gama e tenho mais uma cache feita. Uma interacção perfeita com o meio circundante! Uma cache fenomenal e que me põe à procura de mais Wherigos.
Todas as restantes caches foram feitas na companhia do Gil, que teve de concordar em fazer desvios ao seu caminho para me ajudar a procurar as restantes caches... Diga-se de passagem que até nem esteve mal.
Percorri diversas vezes o passeio com todas as bandeiras das diversas nações... Gosto de me sentir envolvido por aquela tão enorme diversidade cultural. A Picture your Flag [Lisboa] (GC8C23) foi só um pretexto para repetir o passeio. Estando a chover, preferi tirar uma foto ao placard com as informações necessárias em vez de as apontar num papel. Ve-se bem? Óptimo... Mais uma foto à nossa bandeira e siga viagem.
Gosto bastante dos Jardins da Gulbenkian, mas não conhecia nada sobre a história deste senhor. Este lamentável erro foi reparado pel'O "Senhor cinco por cento" - Calouste Gulbenkian (GC1YD7R). Com os trabalhos de casa feitos, dirijo-me ao local onde posso subir, mas o local não me deixa subir. Sigo junto ao edifício à procura de outra entrada. Isto não pode ser um bom presságio. Já estou a mais de 300 metros da cache, quando vejo por onde é que me posso meter "à altura". Encontro-me agora num jardim em pleno terraço/2º piso de uns prédios, onde posso controlar todas as pessoas que passam lá em baixo, sem que ninguém olhe para cima. Este jardim parece um pequeno Oásis selvagem em pleno Parque das Nações. Ninguém parece saber que isto existe. A cache propriamente dita deu luta e o sinal do GPS não parecia estabilizar. São vários os cantos, os recantos e os cantinhos em que ela podia estar. Ao fim e ao cabo, não está em nenhum canto, mas sim muito à vista e muito, muito bem camuflada. Hora de assinar de deixar o travel bug que tinha comigo... Boa viagem ;)
Enquanto comia a sandes que levei na mochila caminhei em direcção ao canto da música para aceitar o desafio lançado - Let's Play! [Lisboa] (GCR8WX). Aquela hora, As pessoas rumavam ao Vasco da Gama para almoçar, deixando o espaço livre para eu me divertir com alguns dos instrumentos musicais. Conto rapidamente os instrumentos e chego a um numero... Não, este não está na lista... conto e reconto, faço as contas, ponho em dúvida a minha capacidade de calculo mental e nada. Enquanto me afasto à próxima Geocache, penso que afinal... Sim, só pode ser assim. Nesta altura já estou demasiado longe e decido deixar esta para quando voltar. Grande erro! Algumas horas mais tarde o local estará cheio de gente e será impossível procurar a cache no local certo... Fica adiada.
Alguns metros acima (e pelo que tenho percebido, acima mesmo), a Vasco da Gama Tower (GC2KAMM) optou por não se revelar. O primeiro DNF do dia. Procurei e procurei, mas não estava mesmo a ver onde é que ela poderia estar, e continuo a não ver... O dia já vai com bastantes feitas e portanto não é muito mau se não achar algumas... A disposição mantêm-se lá em cima e a viagem é para continuar...
Foi n'O Pontão da Expo... (GC2MXJW) que encontrei mais uma. O local não estava propriamente agradável, com a água do Rio bem lá longe e sem nada de especial para observar. Foi apenas esperar que uma muggle acabasse os alongamentos da corrida, seguir a dica, loggar e continuar em frente.
É mais que certo que Vasco da Gama não gosta muito de mim. Depois de falhar a cache da torre, uma outra cache de tributo ao Navegador fez-se difícil (Vasco da Gama [Lisboa] - GC10YKD). Encontro-me num local onde as raízes das árvores fazem uma incrível dança sincronizada, entrelaçando-se umas nas outras, mostrando que a união faz a força. A união fez a força e incontáveis recantos, buracos e buraquinhos onde uma micro se podia esconder. Incontáveis, porque procurei em todos os que encontrei e em nenhum a cache decidiu pousar... Segundo DNF do dia, após mais de maia hora à procura em raízes de árvores...
A última Geocache do dia era a Toban (Parque das Nações) (GC2PPJP). Demorei algum tempo a perceber como é que iria conseguir chegar aquela cache, do ponto em que eu estava. Nesta altura já as pernas demoravam algum cansaço. Sempre em frente, pela lama, pela relva e pelos montes... Seja, estou cansado. Ao chegar ao local, um casal de geocachers e o seu cão estão a brincar com ela. Bem, posso ser muita coisa, mas parvo não e sento-me como quem não quer a coisa a espia-los... hm, então é ali que eles a esconderam ;) Quando eles se afastam, vários muggles se sentam nos bancos próximos. Não posso aproximar-me sem ser visto... Espero. O ultimo casal saiu, vou-me levantar e dirigir à cache... Espera! mau, o que fazem aqueles dois ciclistas que estão a chegar ali no chão? Ah, ok, mais uns que me passam à frente e vão procurar primeiro. Não patetas, é do outro lado, a dica é fácil! Desistiram e portanto é a minha vez, antes que chegue mais alguém. Ponho a mão... nada. Mau mau mau, eu vi! ponho a mão... nada! Ai ai ai >_< Ponho a mão... ahhh, está aqui :)
7/10 feitas, 2 DNF e uma desistência, no meu primeiro dia dedicado 100% ao Geocaching... Oh, quando é que posso ter outro assim? :)
domingo, março 06, 2011
BTT Ourique
Após 4 km a chafurdar na lama, está decidido, oficialmente, que detesto btt... Não é tão mais confortável andarmos em cima de um alcatrão suave e macio? Exacto!
sábado, fevereiro 26, 2011
Ai, o bicharoco...
Se é verdade (e és mesmo) que é raro postar, é raro andar de bike e é raro procurar caches, não é menos verdade que cada vez que faço qualquer uma destas coisas, me dá uma vontade enorme de a repetir. Não fosse esse o caso e não estaria aqui este post!
Então vá, um pouco de palha para fazer o post valer...
Por ontem ter ido geocacher, hoje estou com o geocache à flor da pele. Dentro de momentos, vou ter uma listinha para procurar e quem sabe se não é já para amanha. Bem, a bem ou a mal, a lista de próximas procuras será feita ou eu não me chamo MrBiogene (por acaso não chamo, mas isso dava conversa para outro post).
Entretanto, andei aqui a mexer e descobri coisas giras, uma delas foi que posso criar várias páginas e acabei por criar uma para meter lá dentro as caches que vou encontrando (-> see by yourself).
A ver se não fico tanto tempo sem postar coisas ou pelo menos a ver se agora aproveito que estou o bichinho bem vivo cá dentro... e tem mesmo de ser que há pessoas com registo muito mais recente e que já me passaram à frente >_<
Tenho dito!
Então vá, um pouco de palha para fazer o post valer...
Por ontem ter ido geocacher, hoje estou com o geocache à flor da pele. Dentro de momentos, vou ter uma listinha para procurar e quem sabe se não é já para amanha. Bem, a bem ou a mal, a lista de próximas procuras será feita ou eu não me chamo MrBiogene (por acaso não chamo, mas isso dava conversa para outro post).
Entretanto, andei aqui a mexer e descobri coisas giras, uma delas foi que posso criar várias páginas e acabei por criar uma para meter lá dentro as caches que vou encontrando (-> see by yourself).
A ver se não fico tanto tempo sem postar coisas ou pelo menos a ver se agora aproveito que estou o bichinho bem vivo cá dentro... e tem mesmo de ser que há pessoas com registo muito mais recente e que já me passaram à frente >_<
Tenho dito!
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
As voltas pela baixa de Lisboa
O plano era simples. Sair do 15e no Cais do Sodré, onde ia procurar a primeira cache, passear até às colunas do cais, onde ia loggar a cache que já sabia onde estava, descansar à sobra dos edifícios da praça do comercio para o terceiro achado, subir à Sé para encontrar a quarta cache do dia e na descida recolher dados para uma quinta localização, que pelo andar da hora, ficaria para outro dia.
Bem, se contarmos bem, são apenas 4 logs e destes 2 foram feitos.
No primeiro eram tantas as pessoas no local, que ficou difícil encontrar o GZ. Fica agendada para quando o tempo não convidar pessoas a ver o rio... Sigo então, a pé, para desfrutar e via Ribeira das Naus...
No cais das colunas estava tanta gente que de certeza que toda a gente percebeu que eu tirei a cache do sítio. Pior foi quando a repus. O raio do sinal estava vermelho e estava mesmo uma tipa a olhar para mim, mas que eu só reparei quando já estava a descer do local... Azarix... De destacar o ambiente fantástico, com pessoas de várias culturas, o som calmo do mar e a musica de um musico de rua que costuma por ali passar...
Terceiro ponto de paragem a alguns metros... Sento-me junto à boca de incêndio à procura de uma cache que já foi reportada como desaparecida. Enquanto descanso e tiro algumas fotografias, vou olhado à procura de locais onde ela possa estar. Passo a mão e não há cache para ninguém. Sigo a viagem, uma vez que não vale a pena estar a perder muito mais tempo numa cache que pode ter desaparecido.
Já fiz o caminho até à Sé várias vezes, mas nunca com um tesouro fixo na cabeça. Ao chegar ao local, sou novamente confrontado com uma multidão de pessoas. Pior: uma senhora está ao telefone mesmo junto ao local da cache... Fica momentaneamente adiada.
Último ponto do plano previsto. Um pouco mais abaixo, no largo da Madalena, ponho-me a olhar para uma fachada de um edifício. As quatro colunas na parede confirmam que estou no local certo. É hora de procurar pelos números que o owner desta cache me manda procurar... achado... Tenho as coordenadas desta cache calculadas, mas ainda quero voltar aos pontos que deixei para trás e de qualquer das formas não estava previsto acabar esta... suba-se então de novo até à Sé.
O autocarro com os turistas estava mesmo a sair e não há sinal da chinesa ao telefone. Ao chegar ao GZ apercebo-me num casal de namorados a comer um gelado na escadaria da Sé e mesmo de frente para mim. Raios os partam! Bem, não há stress... Pouso a mala no chão em frente ao local onde suponho que a nanocache esteja escondida e sento-me na calçada mesmo ao lado. Enquanto finjo que mexo na mala, tenho um pequeno objecto na minha à espera do meu log... 2/4 feito e está na hora de ir para casa.
Caches (apenas as feitas):
As Colunas do Cais [Lisboa]
Catedral [Cristianismo]
Teatro [Olisipo] (não feita, mas com as coordenadas finais já obtidas)
Outras caches já feitas, mas para as quais não fiz post:
11/04/2010 N’Eggativo – [Pinhal N’Ovo]
30/01/2011 La Grange - P.Novo
* Na La Grande, recolhi um Travelbug (Love is...) Um pequeno objecto que percorre o mundo à procura do que é o amor para ti...
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Para onde foram as cartas?
Acredito que se um lugar nos marca, nos marcamos também esse lugar. Agora que penso a fundo na questão, lembro-me do professor António Palma Serafim, dizer numa das suas aulas, que todas as reacções têm uma reacção contrária. Físicas à parte, o meu irmão pediu-me, a vários quilómetros de distância, que folheasse o livro "Correspondência" de Eça de Queirós, que está no seu quarto aqui de casa... São listadas cartas trocadas para várias outras pessoas, sobre diversos temas, até porque o correspondente e o assunto não são importantes. O importante é a carta!
Ao folhear o livro à procura de uma carta em especifico, apercebi-me que falamos demasiado com toda a gente. Já ninguém abre uma carta (ou mesmo se preferirem um email) à espera de ver as novidades de alguém. Ficamos a saber que as batatas do farmville estão a precisar de ser regradas, que foi escolhido um sol como mod do dia, ou qualquer outra coisa do género.
Sou a favor da comunicação, mas estamos a comunicar tanto que se perde toda a magia de uma carta... uma simples carta, na qual um papel branco é tingido por uma linha de uma caneta, segundo o dançar de um pulso que quer contar algo que merece ficar imortalizado para a história...
Vá lá... Vamos abrir freneticamente a caixa do correio à espera daquela mensagem daquele alguém que está longe e vamos perder tardes inteiras, à sombra do alpendre a responder às cartas...
Por favor?...
Ao folhear o livro à procura de uma carta em especifico, apercebi-me que falamos demasiado com toda a gente. Já ninguém abre uma carta (ou mesmo se preferirem um email) à espera de ver as novidades de alguém. Ficamos a saber que as batatas do farmville estão a precisar de ser regradas, que foi escolhido um sol como mod do dia, ou qualquer outra coisa do género.
Sou a favor da comunicação, mas estamos a comunicar tanto que se perde toda a magia de uma carta... uma simples carta, na qual um papel branco é tingido por uma linha de uma caneta, segundo o dançar de um pulso que quer contar algo que merece ficar imortalizado para a história...
Vá lá... Vamos abrir freneticamente a caixa do correio à espera daquela mensagem daquele alguém que está longe e vamos perder tardes inteiras, à sombra do alpendre a responder às cartas...
Por favor?...
quarta-feira, setembro 15, 2010
Lá vai uma, lá vão duas, lá vão 3...
Deviam ser 8 da manha certas, quando entrei nos portões da Fundação Caloustre Gulbenkian. A companhia estava atrasada, portanto decidi explorar o jardim sozinho enquanto o relógio ia andando. O dia nublado, combinado com a pouca força do Sol àquela hora ajudou-me a encontrar um jardim igual a sempre, mas visto com outros olhos. Não havia ainda pessoas a passar, a humidade era elevada e os recantos estavam ainda mais escuros, mais escondidos. Procurei os famosos patos, mas não os vi. A natureza estava ainda a acordar. Este foi o cenário da primeira cache do dia, óptima para despertar, tirar fotografias, desfrutar e claro, namorar :pDo primeiro achado ao segundo, passaram-se algumas horas: são agora 11. O dia manteve-se escuro e a subida do 24 ao estádio foi debaixo de pingas. A chuva revelou-se e obrigou-me a guardar o GPS, pouca sorte. Abriguei-me perto até a água decidir manter-se lá no alto e voltei a investir. Mesmo quando estava quase quase lá, um carro surge no topo da rua e pára junto ao local para onde o meu GPS me mandava ir. Tenho quase a certeza que era uma Geocacher. Ficou parada, dentro do carro à espera que me fosse embora enquanto eu fiquei parado (à smi-chuva) à espera que ela fosse embora. Quem me conhece deve saber que são poucos aqueles que teimam mais que eu, e acabei por levar a melhot, no momento em que a chuva aumentou. Tive de tirar algumas fotos à árvore para me convencer que não era ali e foi só quando olhei para cima para avaliar o estado do tempo que ela apareceu, do nada, aos meus olhos.
Barriga cheia do almoço e tenho pouco mais de 30 minutos para a última, antes da reunião que está marcada para as 13:45 e que será longe da margem do rio. De margem esta teve pouco, uma vez que estava mesmo juntinho a ela quando o GPS me manda para longe. Avisto então as referências da dica. Sento-me para descansar e beber água, enquanto a mão procura algo pendurado. Nada! Mudo de degrau e repito a busca sem ver. Nada! Mau mau mau, ela tem de estar aqui >_<... Pois claro, e está mesmo, apenas eu não tenho os braços tão compridos como o último aventureiro. Estico-me bem e ela já cá canta. Esta tem aquelas coisas de fazer bolhinhas com detergente, patético liberto a criança que há em mim e solto algumas... Ai (suspiro) que cromo :p
Caches:
Gulbenkian
Atlético Clube de Portugal
O Tejo é mais belo [Lisboa]
quinta-feira, setembro 02, 2010
A relíquia no moinho
Não era suposto ter encontrado esta cache. Tinha ido ao site ver o que havia no parque das nações apenas por pura curiosidade. Foi a minha namorada quem decidiu saltar do passeio para o moinho e começar a caçada, portanto o achado deve-se a ela.
O moinho era mais pequeno do que eu pensava. Esperava que estivesse escondida do lado de dentro das protecções metálicas, mas após uma curta olhadela não surgiu.
A procura foi muito rápida e a calhe caiu-me literalmente na mão quando apalpei a zona debaixo de um suporte. Sorte, muita sorte.
Faltou a caneta para escrever, lá terei de voltar para a assinar (e para namorar :p).
Cache: The Pavilion of Knowledge of the Seas - Expo98
O moinho era mais pequeno do que eu pensava. Esperava que estivesse escondida do lado de dentro das protecções metálicas, mas após uma curta olhadela não surgiu.
A procura foi muito rápida e a calhe caiu-me literalmente na mão quando apalpei a zona debaixo de um suporte. Sorte, muita sorte.
Faltou a caneta para escrever, lá terei de voltar para a assinar (e para namorar :p).
Cache: The Pavilion of Knowledge of the Seas - Expo98
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