Numa conversa recente, fiquei a saber que uma familiar minha tinha cedido à pressão sócio-económica do nosso país e tinha emigrado. Destino: Inglaterra! Tal como esta pessoa, consigo lembrar-me de pelo menos mais 3 pessoas que recentemente me tentaram convencer a seguir o mesmo rumo que elas e a emigrar (para destinos diferentes).
Hoje mesmo, uma amiga de infância chamou agarrados a quem pretende ficar no país. Apesar de não acreditar que o termo agarrado tenha sido utilizado com o intuito calunioso, a verdade é que este é um termo pejorativo.
Eu percebo perfeitamente que haja pessoas que têm vontade de ir para fora, de não se manterem agarradas a este rectângulo pequenino. Percebo também que haja pessoas que tiveram mesmo de sair, para lutar por mais e melhores condições e, diga-se de passagem, que me parece que as pessoas em causa estão bastante bem. Ainda assim, não percebo a insistência por parte dessas pessoas. Juro que nestas conversas senti que a outra pessoa parecia ficar ofendida quando eu categoricamente afirmava que não desejo sair do país. Não significa que não o faça, significa apenas que não sinto necessidade disso e que tenho muito cá, que não quero deixar para trás. É assim tão difícil perceber isso?
Hoje mesmo, uma amiga de infância chamou agarrados a quem pretende ficar no país. Apesar de não acreditar que o termo agarrado tenha sido utilizado com o intuito calunioso, a verdade é que este é um termo pejorativo.
Eu percebo perfeitamente que haja pessoas que têm vontade de ir para fora, de não se manterem agarradas a este rectângulo pequenino. Percebo também que haja pessoas que tiveram mesmo de sair, para lutar por mais e melhores condições e, diga-se de passagem, que me parece que as pessoas em causa estão bastante bem. Ainda assim, não percebo a insistência por parte dessas pessoas. Juro que nestas conversas senti que a outra pessoa parecia ficar ofendida quando eu categoricamente afirmava que não desejo sair do país. Não significa que não o faça, significa apenas que não sinto necessidade disso e que tenho muito cá, que não quero deixar para trás. É assim tão difícil perceber isso?
A velhice é uma coisa perturbadora. Acarreta uma enorme dose de sabedoria, mas leva-nos por um declínio assustadoramente íngreme. A liberdade, a autonomia, o recato, ganhos ao longo de décadas e décadas de lutas pessoais e sociais, perdem-se, num abrir e fechar de olhos. Volta-se a pedir um copo de água, ajuda para ir à casa de banho, ou mesmo para deitar e levantar. Isto, apenas isto, porque por vezes ainda se tem a autonomia para levar o garfo à boca. Por vezes…
Já desde há algum tempo, que as conversas à volta de uma saída de amigos se tem centrado num assunto: relações!