sábado, junho 09, 2012

Social Up

Há uns temos atrás, mesmo estando sozinho, sentado à frente do computador, sentia-me rodeado de pessoas. Fazia parte de um grupo de pessoas que tinha algo em comum, e que se sentava à frente de um computador a falar, via chat. Não dava pelas horas a passar, era como se entrasse em transe. O meu grupo de amigos "físico" não conseguia perceber como é que uma relação interactiva conseguia ter um poder tão marcante e entreter tanto. A verdade é que sentia-me mesmo rodeado por um grupo de pessoas, dispostas a rir e a divertir.

Actualmente, nada disso acontece. O telemóvel trás novidades e medos, o Facebook fala de futebol, de crises e de reclamações sobre tudo e mais alguma coisa, as pessoas "físicas" estão ocupadas e a TV repete as séries que já vi e revi! Aff, faz-me falta espairecer, encontrar o grupo de pessoas a rir, encontrar algo que me entretenha!

Sei que ultimamente tenho escrito posts apenas para reclamar de algo (se é que não o fiz sempre), mas a verdade é que estou a entrar numa fase bastante monótona... Quero algo mais, alguma novidade boa! Mas mesmo, simplesmente, boa!

sexta-feira, junho 01, 2012

Fuuuusão!

Segundo uma notícia do jornal Publico «o príncipe das Astúrias, Felipe de Borbón y Grécia, considerou nesta quinta-feira que Portugal e Espanha beneficiarão da existência de uma “dimensão ibérica”, que trará mais “força” aos dois países para enfrentar um futuro complexo».

E por mim tudo bem, desde que essa dimensão se chamasse Portugal, fosse governada a partir de Lisboa e por actuais portugueses... :)


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terça-feira, maio 29, 2012

O que nos liga, não é optimus!

Estou brutalmente irritado. Mesmo... aliás, já nem sei quando foi a última vez que estive tão irritado!

Comprei um telemóvel Optimus Madrid (preto), no site da Optimus, através do sistema de pontos. E pronto, começou uma odisseia que parece estar longe de acabar... Primeiro que tudo, quando fazemos a compra de um aparelho no site deles, aparentemente a mensagem de confirmação abre em pop-up! Pop-up, aqueles coisas que todos os browsers da actualidade têm protecções para que não sejam abertos! Resultado, lá tive eu de ligar para a Optimus a perguntar se tinham recebido o pedido de encomenda... "Sim, recebemos o pedido e quando for expedido receverá um sms, a informa-lo do número de encomenda" (não foram estas as palavras mas foi isto qe foi dito). Passados tres dias, ligo de novo, dado que a ainda não foi enviado nada... mentira, claro que foi enviado, mas sms a avisar (como tinha sido dito), está quieto.

Pronto ok, duas falhas... Não! Parece que o estafeta dos CTT Expresso, nem se deu ao trabalho de vir cá a casa, vá de levar a encomenda para a estação de correios da minha área de residência... Não, não é passou e não estava ninguém, é mesmo não passou, porque nem aviso na caixa do correio me deixou, portanto eu tinha de adivinhar que o senhor sofreu uma dose de preguiça e não passou por cá! Mais uma vez ligo para a Optimus, que descarta-se completamente da situação, se o senhor não passou, azar o meu e eu que me lixe, que falte ao trabalho ou faça lá o que fizer (desde que não lhes dê trabalho), mas que vá hoje aos CTT, porque é o ultimo dia que a encomenda lá está!

Ok, 17.50, dez minutos para os CTT fecharem, estafado de correr, lá estou à espera que a conversa com os clientes acabe para eu levantar a encomenda (aquela que teoricamente não sei que lá está porque não fui avisado).

Adiante, ainda assim, suspiro fundo e dou as boas tardes, levanto a encomenda, pago, digo as boas tardes e vou feliz para casa... abro a encomenda e tenho um lindo Optimus Madrid Branco! BRANCO?!?!?!?!?! Mas eu pedi preto!!!!

Pois então que (mais uma vez) ligo para a Optimus! Como se não bastasse, para falar com o assistente pago 0.21€ e são necessárias duas tentativas, dado que da primeira a chamada foi abaixo (! eu de um Optimus, ligo para o meu centro de apoio a clientes e a chamada cai!!!!). Já por tudo, que seja, liga-se de novo, fala-se com o assistente muito simpaticamente porque não queremos ofender quem não tem culpa das coisas. E pronto, ao fim de todo o drama, a paciência esgota-se quando o senhor fica surpreendido quando eu pergunto se não posso trocar numa loja Optimus! Olha a lata, é uma loja, tem telemóveis e não fazem trocas de quando compramos uma coisa online? Quantas coisas é que já comprei numa Worten e troquei noutra diferente? Não! nem pensar, eu estou maluco (claro que o senhor não me chamou isto, era o que faltava)... se eu quero mandar para trás, vá de voltar à confusão dos correios (amanha claro) e devolver pelos correios para eles...

Em suma, Já lá vai semana e meia e ainda estou longe de ter a história acabada, dado que a reposição dos pontos apenas acontecerá quando a Optimus receber de novo a encomenda!

Epah, estou mesmo, mas mesmo tão passado! Mas mesmo tão passado!

sexta-feira, maio 11, 2012

Feira do Livro

Hoje foi dia de Feira do Livro (... para mim, para as outras pessoas já é há alguns dias e ainda vai ser durante o fim-de-semana). Foi a primeira vez, que fui à Feira do Livro e comprei efectivamente livros. Não foram muitos é verdade, mas está de acordo com a carteira e com os meus gostos... Estou contente ;)

domingo, maio 06, 2012

(des)Integração (Uma história vaga - II)

Em 2005, e mesmo antes, o desenho que aqui está ao lado, era o tipo de desenhos que me entretinham quando uma aula era demasiado chata para merecer a totalidade da minha atenção. Nunca soube a razão exacta de fazer estes desenhos, mas não sei fazer formas bonitas, nem sei fazer poemas, nem sei fazer nada do que as pessoas normalmente fazem numa aula demasiado chata para merecer a totalidade da nossa atenção. Penso que talvez tivesse sido esse um dos motivos para começar a fazer estas formas, mas mais do que isto, sentia que me acalmava, ao fazê-las. Era tranquilizante. Numa das aulas, perguntaram-me o que significava. Não sabia... não sei... São formas que me apetecem fazer quando estou aborrecido, triste, descontextualizado. Sugeri levar um dia aquelas formas a um psicólogo e pedir a opinião, mas nunca o fiz e hoje em dia, desenhar formas já não faz parte das minhas actividades. Apesar de não saber porque as fazia, porque me reconfortavam ou o que significavam, tenho um palpite da sua razão de ser. Segundo a pessoa que me perguntou o que significavam, sugeriu que fosse uma forma de expressão, na qual eu afirmava que não me conseguia encaixar no meu espaço. De facto, as extensões das formas tentam encaixar-se, mas sem sucesso.

O problema da integração é-me bastante crítico. É-me muito difícil sentir totalmente parte de um grupo e portanto são muito poucos os grupos que conseguem tal proeza, não que os grupos aos quais pertenço sejam discriminatórios ou algo relacionado, mas porque eu não me encaixo dentro deles. É um problema meu, uma falha minha!

Pior do que não me conseguir integrar num grupo, é passar a estar desintegrado de um grupo ao qual já pertenci. É estranho não conseguir encontrar os temas certos para aquela mesa de convívio, olhar para o relógio quase sistematicamente à espera que outras pessoas que nos acompanhem sintam que está na altura de voltar, sentir um desconforto gigantesco ao estar envolvido num evento que conheço desde que me conheço como partícula pensante. Ainda pior do que sentir essa desintegração, é ver que pouco mudou e aquilo que mudou deveu-se sobretudo ao tempo, esse idoso de barbas cinzentas, que faz soprar os ponteiros do relógio num ritmo mortalmente constante e desgastante.

É verdade que sei o que podia fazer para me voltar a integrar, mas sei, sem pesar muito, que não quero. O tempo afastou-nos, num contínuo espaço-tempo, em que o espaço é mais social do que físico. Não gosto dos temas das conversas, não gosto dos rituais, não gosto do tom! Não sou eu!

Tenho uma enorme tristeza desta distância. E tal como antes não sabia nenhuma forma de me expressar numa aula, hoje sinto ainda falta de um modo de expressar esta tristeza. Pelo menos escrita...


Recordo... Uma história vaga

quarta-feira, abril 25, 2012

98!

Nos fins de tarde, três bicicletas fazem-se à estrada. Não ficam encalhados, os viajantes mas é ao Encalho que se dirigem. Num dos muitos entroncamentos do caminho, uma galinha jaz morta dentro de um saco de plástico... suspeita-se de bruxaria e pelo sim, pelo não, ali não é lugar para descansar...

Num dos fins-de-semana há festa na aldeia. Dança-se ao som de músicos populares, enquanto se inventam prémios para rifas premiadas, mas cujos prémios já foram entregues, em outros prémios inventados.

Por entre namoros e namoricos, surge a primeira paixão de infância. Um pouco forçada, é verdade, mas o importante é não sermos os únicos sem namorar! Músicas são rescritas, mas sem sucesso. Não faz mal, é uma paixão a fingir!

Numa noite, a história de terror que acaba com o fantasmagórico sou, mas que já não me recordo, é contada, no largo da igreja não utilizada, ao lado da qual repousa um cemitério sem mortos. Mesmo assim, sem mortos, o grito ecoa na aldeia... Não foi muito longe desta noite, que as histórias de OVNIs foram o foco da atenção do grupo. Tal como a presença do cemitério sem mortos fez soar o grito, o avião a piscar no céu, fez a lágrima cair de medo.

O capôt do carro, ao lado da casa, é ideal para nos deitarmos. De noite, lá em cima, as estrelas ganham vida, caindo no leito da morte, enquanto cruzam os céus, num derradeiro grito de mortalidade que nos apaixona.

Em frente do café cujo nome remete para a cidade dos estudantes, passa a estrada dos carros velozes. Alguns de vidros fechados outros com estes abertos, mas sempre com o objectivo de arrefecer os ocupantes do calor que se sente no meio do Alentejo.

A mesa do canto é nossa há imenso tempo. No caminho, a cabine telefónica foi usada para brincadeiras a pagar o destinatário. Por vezes, quando as saudades apertam, o número que paga no outro lado da telefonista, é aquele por onde se ouve as vozes familiares, que estão longe...

Ás vezes, ainda tenho água nos ouvidos, dos mergulhos que dei à tarde na piscina. Uma ou outra vez, sinto mesmo a vista esbranquiçada, mas não me preocupo, porque deve ser do cloro. Hoje, prometo a mim mesmo que amanha não mergulho de olhos abertos! Escusado será dizer que amanha já não me lembro da promessa...

Depois da saída e depois de atravessar a estrada, acampa-se na horta adjacente à casa. Duas visitas saltam o muro ou portão, consoante a proveniência, apenas para fazer o serão. Na noite em que o acampamento não é nosso, uma persiana acaba por se partir, no desespero de avisar os invasores que a costa está ocupada. Em São Torpes dorme-se ao Sol, para recuperar da noite não dormida. Às 6 horas foi a alvorada do homem de tronco nu que se assomou à janela na noite anterior.

Quando a vontade não nos leva a Coimbra, um poço já não usado pode ser solução. Ou o parque que agora tem carroceis, mas que antes já não tinha, depois de já os ter tido. Ou a escola que está fechada para férias. Ou qualquer outro sítio onde uma reunião de gargalhadas possa acontecer.

Quando o João chama e a tenda não é palco da noite, o quarto dos fundos é o lugar para o repouso. O caminho até lá é feito pé-ante-pé, porque ali mesmo ao lado já se dorme e com o calor do verão, a porta está aberta. Mesmo antes da luz se apagar e já depois da paragem na WC, Os Anos Amargos de Adrian Mole são contados... ou serão as aventuras do Ricardo, o Radical? Acho que se pensar bem, oiço ainda algumas Vozes e Ruídos...

Ahh, tantas são as memórias já esquecidas!

terça-feira, abril 24, 2012

Eu fico, pode ser?

Numa conversa recente, fiquei a saber que uma familiar minha tinha cedido à pressão sócio-económica do nosso país e tinha emigrado. Destino: Inglaterra! Tal como esta pessoa, consigo lembrar-me de pelo menos mais 3 pessoas que recentemente me tentaram convencer a seguir o mesmo rumo que elas e a emigrar (para destinos diferentes).

Hoje mesmo, uma amiga de infância chamou agarrados a quem pretende ficar no país. Apesar de não acreditar que o termo agarrado tenha sido utilizado com o intuito calunioso, a verdade é que este é um termo pejorativo.

Eu percebo perfeitamente que haja pessoas que têm vontade de ir para fora, de não se manterem agarradas a este rectângulo pequenino. Percebo também que haja pessoas que tiveram mesmo de sair, para lutar por mais e melhores condições e, diga-se de passagem, que me parece que as pessoas em causa estão bastante bem. Ainda assim, não percebo a insistência por parte dessas pessoas. Juro que nestas conversas senti que a outra pessoa parecia ficar ofendida quando eu categoricamente afirmava que não desejo sair do país. Não significa que não o faça, significa apenas que não sinto necessidade disso e que tenho muito cá, que não quero deixar para trás. É assim tão difícil perceber isso?

sexta-feira, abril 20, 2012

Privacidade? Onde?

Há pessoas que não parecem ter a mínima noção de privacidade. No que me toca, tenho o meu perfil do facebook, ou de qualquer outra rede social, visível apenas para amigos. Para além disto, se for publicado alguma coisa no meu perfil com o qual eu não concorde, pura e simplesmente removo (ou peço a quem colou para que o remova, para ser "simpático"). E detesto quando escrevem no meu mural planos daquilo que pretendo fazer. Ninguém tem nada a ver com isso!

Isto a propósito de um estado que um dos meus contactos postou no mural do facebook de outro dos meus contactos: «Então estamos aí as 13h (...)». Ora, agora sei que a família A vai almoçar a casa da família B! Mas porque raio é que isto não foi enviado por SMS? Ou por mensagem privada?

Num estudo algures, perguntou-se às pessoas se consideravam que a sua privacidade era posta em causa, se as ruas estivessem a ser monitorizadas por câmaras de vídeo-vigilância. Se bem me lembro, o resultado do estudo foi que sim, as pessoas preferiam não ter o referido sistema, que acabaria por trazer mais segurança, por considerarem que aquilo que fazem NA RUA(!) não deve ser filmado, já que é privado! Mas o incrível, é que dizer a todos os nossos "amigos" e aos "amigos" da outra pessoa, onde vamos estar, com quem e a fazer o que, já parece uma coisa extremamente banal!

Não percebo! Esta é mesmo daquelas coisas que me transcende!

domingo, março 25, 2012

Miuda

Há temas que me levam a querer fazer um post. Algumas vezes, o post em si não é imediato e levo imenso tempo a pensar na melhor forma de por em linhas a ideia que chegou à cabeça. Outras vezes, parece que o post se constrói sozinho, num abrir e fechar de olhos, e que os meus dedos não são mais que uns meros figurantes neste processo. Este é um daqueles casos em que não estava previsto nenhum post, mas a circunstância a isto me obriga.

Estou a ouvir o álbum homónimo de Miúda. E pronto, o post é só isto, porque é daqueles casos, em que é preciso ouvir para saber o que está escrito. Se tiverem a oportunidade, ouçam o álbum todo.

quinta-feira, março 22, 2012

Manif.

Hoje foi mais um dia de greve, com mais uma manifestação e mais uma vez, confrontos em policia e manifestantes. Não estive lá, não vi e por isso não posso tomar partidos, coisa que vou tentar não fazer. Ainda assim não acredito que a polícia arranje problemas com a multidão, só porque sim. Acredito mesmo, que aquelas pessoas vão para os lugares das manifestações, muitas das vezes concordando com a posição destas, e que desejam realmente que aquela seja uma manifestação pacifica.

E dito isto, digo também que se já coisa que eu detesto é um policia!