quarta-feira, setembro 15, 2010

Lá vai uma, lá vão duas, lá vão 3...

Deviam ser 8 da manha certas, quando entrei nos portões da Fundação Caloustre Gulbenkian. A companhia estava atrasada, portanto decidi explorar o jardim sozinho enquanto o relógio ia andando. O dia nublado, combinado com a pouca força do Sol àquela hora ajudou-me a encontrar um jardim igual a sempre, mas visto com outros olhos. Não havia ainda pessoas a passar, a humidade era elevada e os recantos estavam ainda mais escuros, mais escondidos. Procurei os famosos patos, mas não os vi. A natureza estava ainda a acordar. Este foi o cenário da primeira cache do dia, óptima para despertar, tirar fotografias, desfrutar e claro, namorar :p

Do primeiro achado ao segundo, passaram-se algumas horas: são agora 11. O dia manteve-se escuro e a subida do 24 ao estádio foi debaixo de pingas. A chuva revelou-se e obrigou-me a guardar o GPS, pouca sorte. Abriguei-me perto até a água decidir manter-se lá no alto e voltei a investir. Mesmo quando estava quase quase lá, um carro surge no topo da rua e pára junto ao local para onde o meu GPS me mandava ir. Tenho quase a certeza que era uma Geocacher. Ficou parada, dentro do carro à espera que me fosse embora enquanto eu fiquei parado (à smi-chuva) à espera que ela fosse embora. Quem me conhece deve saber que são poucos aqueles que teimam mais que eu, e acabei por levar a melhot, no momento em que a chuva aumentou. Tive de tirar algumas fotos à árvore para me convencer que não era ali e foi só quando olhei para cima para avaliar o estado do tempo que ela apareceu, do nada, aos meus olhos.

Barriga cheia do almoço e tenho pouco mais de 30 minutos para a última, antes da reunião que está marcada para as 13:45 e que será longe da margem do rio. De margem esta teve pouco, uma vez que estava mesmo juntinho a ela quando o GPS me manda para longe. Avisto então as referências da dica. Sento-me para descansar e beber água, enquanto a mão procura algo pendurado. Nada! Mudo de degrau e repito a busca sem ver. Nada! Mau mau mau, ela tem de estar aqui >_<... Pois claro, e está mesmo, apenas eu não tenho os braços tão compridos como o último aventureiro. Estico-me bem e ela já cá canta. Esta tem aquelas coisas de fazer bolhinhas com detergente, patético liberto a criança que há em mim e solto algumas... Ai (suspiro) que cromo :p

Caches:
Gulbenkian
Atlético Clube de Portugal
O Tejo é mais belo [Lisboa]

quinta-feira, setembro 02, 2010

A relíquia no moinho

Não era suposto ter encontrado esta cache. Tinha ido ao site ver o que havia no parque das nações apenas por pura curiosidade. Foi a minha namorada quem decidiu saltar do passeio para o moinho e começar a caçada, portanto o achado deve-se a ela.

O moinho era mais pequeno do que eu pensava. Esperava que estivesse escondida do lado de dentro das protecções metálicas, mas após uma curta olhadela não surgiu.

A procura foi muito rápida e a calhe caiu-me literalmente na mão quando apalpei a zona debaixo de um suporte. Sorte, muita sorte.

Faltou a caneta para escrever, lá terei de voltar para a assinar (e para namorar :p).

Cache: The Pavilion of Knowledge of the Seas - Expo98

sábado, agosto 28, 2010

Geocaching

A palavra não me é nova, mas ganhou outro significado para mim. Conheço a actividade há alguns anos, talvez dois, mas estive sempre na sombra do jogo. Fiz algumas investidas para procurar alguns dos tesouros escondidos nesses fantásticos lugares desconhecidos, mas sempre em vão. Como um fio de água a correr do tecto durante anos, caindo sem fazer mossa, acaba por criar uma estalactite, não desisti (apesar de em algumas buscas ter-me decidido a faze-lo) e ontem encontrei o meu primeiro tesouro.

Bicicletas prontas, com um bebedouro cheio de água, mochila ás costas, óculos de sol para tolerar o sol e energia para o caminho. Meta: Rio frio. A ida não foi para procurar a cache, foi para aproveitar duas horas de sol na rua enquanto libertava a energia que se acumula nestes dias de férias em que nada faço para alem de pensar no que poderia eu fazer para me entreter. Os 13 km até lá não são os mais cansativos que já fiz e o terreno é quase plano, mas as rectas grandes não ajudam...

O Rio Frio estava na mesma. Depois do cruzamento que delimita a chegada o cenário reconstrói-se, passem os anos que passarem. A estrada fica cheia de buracos, os sons da natureza predominam e a vida humana escasseia. As pedras que formam os paralelos, gastos pelo tempo, são o sinal de que aquele já foi um lugar movimentado, mas a calma deixa bem claro que não temos mais de nos preocupar com os carros que possam vir em contra-mão. A estrada é nossa!

O palácio é a única coisa conservada ali. Não me lembro de como era no passado, mas mentem o mesmo aspecto bem tratado desde que tenho memória, como se os anos lhe passassem ao lado. Um ou outro carro estacionado mostra que ainda há pessoas por perto, e a imagem confirma-se por dois ou três vultos que saem do café no fundo da única rua longitudinal do Rio Frio. Contei as ruas que vi no Google Earth: Viramos na primeira transversal após a rua principal. Não, o meu irmão, que me acompanhou na viagem, quis virar mais cedo, para ver de perto o palácio. Enquanto ele comenta os preços que devem custar as noites ali, já eu faço o reconhecimento. Apenas pode ser ali, se é nas duas uma, as duas têm de ser aquelas. A bicicleta fica encostada ao lado de uma parede e a busca começa.

Há sinais de outras passagens por ali. À volta das duas, o mato está pisado. Sim, tem de ser ali. Começo pela menos óbvia. Está muito visível e com poucos esconderijos. Dou uma volta lenta e cuidada. Nada! Sigo para a segunda. A volta é ainda mais lenta de tanta a camuflagem. Sei o tamanho daquilo que procuro e procuro bem. Nada. Volto atrás e analiso de novo o ambiente. Respondo nada a mim próprio quando me pergunto quais outras duas poderão ser se não aquelas. Concentra-te, tem de ser esta e tem de estar aqui, ainda ontem foi vista. Após dar mais duas voltas na segunda em sentido contrário volto à primeira. Terei visto mal? Nada. Rogo pragas, decido comprar um GPS e desistir do geocaching. O meu irmão chama-me... Corro até à voz dele, uma vez que já não o vejo. Bolas, ele encontrou primeiro que eu... Falso alarme: um recipiente amarelo abandonado mostra a presença de alguém que se livrou do lixo aqui. Passa-se o tempo e ele afasta-se para as bicicletas. Desistiu. Estou quase a desistir quando de súbito olho para aquilo. Penso em move-lo enquanto algo me diz que não vale a pena, não vai estar ali. Não, tenho de tentar. Miguel, lembra-te a cache tem de estar escondida, move aquilo. Movi... Tal como nas outras vezes em que movi algo à procura da cache estava à espera de ver nada. Por breves instantes, estava mesmo a ver nada. Hei, há algo de verde aqui dentro? A fazer o que? Hei, isto não pertence ao cenário. Ups, achei? É isto? Chamo o meu irmão, enquanto um muggle passa de moto 4. Encontrei-a! Levo-a para ao pé das bicicletas, tiramos fotos e exploro o seu conteúdo. Assino o registo depois de ver um pouco do que já foi escrito, esta já foi a primeira de outras pessoas. Tanta criatividade: Há quem tenha um carimbo para loggar o achado? Bolas, não tenho nada para deixar em troca...

Guarda-se tudo de novo onde estava. Tapa-se com o que a natureza deixou cair por ali, de forma a que o tesouro não se revele a quem não o procurar e monto-me na bicicleta para voltar a casa. Há muitos tesouros na vida e a partir de agora eu sei de mais um. Descobri algo e apesar de não ter qualquer tipo de valor, fico contente. Pesquiso no site por outras que possam ser encontradas e considero-me um jogador deste jogo de achados. Mesmo que esta seja a última que encontre, uma já eu encontrei.

Cache: Cold River - P.Novo

quinta-feira, maio 13, 2010

Papa circus

Eu tentei conter-me... juro que tentei...

Quem vive dentro deste pequeno rectângulo sabe (obrigatoriamente) que tivemos um velhote por este país, a que todos chamam de papa. Bem, se não sabias ainda, parabéns, conseguiste fugir a todos os cartazes, postos de radio e estações de televisão do país e tens a partir de hoje um fan (eu). Eu bem que tentei saber o mínimo possível, mas o raio do velhote estava em todo o lado...

Há várias coisas que são... deixem lá escolher bem a palavra... estúpidas. Isto não é uma dessas coisas, isto é apenas uma palhaçada pegada. Vejamos:

O governo declarou ponte em alguns momentos altos da vinda do senhor papa. Sinceramente ainda não percebi esta... O nosso país declarou-se como laico, portanto estes dias de ponte não são obviamente porque o bacano vai dar missas. Se não é por isto, talvez seja porque é um chefe de estado, mas... seria a primeira vez que se fazia algo do género por um chefe de estado. Ah.. que parvo, não é nada disso, é porque vai haver muita gente a faltar para ver a mais recente atracção turística do país...não, segundo uma sondagem do sapo, apenas 30 a 40% das pessoas iam assistir, isto a contar com quem vai assistir presencialmente e quem fica a ver de casa. Owo, o nosso governo pôs o pais de férias mesmo com mais de metade do pais a cagar-se para o papa? LOOOL... Então, porque 2 em cada 5 pessoas querem ver algo, o país para de produzir. Não faço ideia dos custos que isto terá para a economia, mas não agoira nada de bom. Não me lembro de ter sido decretada ponte para o avatar (que 40% dos portugueses assistiram), mas a minha memória não é grande coisa.

Hei, hei, hei... O papa disse que os maiores inimigos da igreja estão dentro dela? Ena, já é um progresso, pode ser que da próxima vez que ele tenha conhecimento de casos de pedofilia faça mais do que abafar o caso... Acho que se percebe a razão de haver «crentes envergonhados» e acho que se ele tivesse uma pontinha de vergonha seria um deles, em vez de lamentar a existência deles...

Bem, há-que dar os parabéns ao papa, porque quase que nos fez bater um novo record. Na passagem do papa por Lisboa e segundo o Global noticias, ficou uma pegada ecológica de aproximadamente igual à que 190 famílias fariam num ano... Assim sim, faz sentido, o governo declarou ponte para nós não irmos a Lisboa e não ficarmos intoxicados. A SÉRIO? O PAPA FAZ ESSE LIXO TODO? Aposto que comeu feijoada...

Para resolver o nosso problema de intoxicação, consta que fátima foi lavada com perfume... Ok, esta nem vou comentar porque até fico com dores de barriga de tanto rir. Fico porém sem perceber porque raio andam a anunciar que os impostos vão subir e a deitar dinheiro fora...

E já que se fala em dinheiro. Aquele é o tal líder daquela tal empresa (ups, igreja) que diz que ajuda muitos pobrezinhos e que para isso precisa da ajuda dos católicos? Aquela empresa (ups, igreja) que nas reuniões (ups, missas) tem uma coisa chamada se queres pagas (ups, ofertório)? É que fiquei confuso depois de ver que o santinho padreco anda com mais ouro em cima que o banco de Portugal tem nos cofres. Isso explica porque é que o papamovel é só um mercedes blindado... Com a crise económica o desgraçado do homem podia ser alvo de um carteirista que não tenha aproveitado a ponte declarada pelo governo e como mais vale jogar pelo seguro, há 3 carros destes. Assim sim, percebe-se porque é que a igreja é pobre e eles fazem votos de pobreza (quem me dera fazer um voto estes e ter metade do que eles têm), mas a gastar guito assim, percebe-se... Alias, assim, sendo um mercedes, até pode começar a abrir e a acelerar se acontecer alguma coisa... Mas o pior não é isto, o ocultador de escândalos de pedofilia que ande como quiser, mas já que os católicos gostam muito de orar e reflectir, talvez possam reflectir na quantidade de pessoas com carência económica que poderiam ter sido ajudados com o dinheiro gasto neste circo.

Para aqueles que pensem em dizer-me que isto foi dinheiro gasto uma vez e que serve para sempre, queriam... Tão a ver as roupas bordadas a ouro (ya, ouro!) foram feitinhas de propósito para a ocasião. Não queremos que o papa tenha nódoas! 3 papamoveis? Sim, mas atenção, um deles é nosso e não, não vai sair de Portugal, vai ficar a acumular pó algures. E o rabinho dele? Deve ser imaculado, só pode, para ter uma cadeira feita de propósito para isto (e que irá ficar também a ganhar pó) com uma madeira especial sei lá eu de onde. Tadinho, tem o rabinho sensível. Espanta-me como é que não lhe ofereceram umas toalhitas dodot...

Mas houve uma coisa positiva em tudo aquilo que já saiu daquela boca nesta visita. O chavalo quer que nos tenhamos muitos filhotes, portanto abaixo o aborto e nem pensar em casamentos gay. Ainda bem que isto é dito por alguém que dá o exemplo... ah não, esperem, nem isso se aproveita, o raio do homem não é casado. Lá se vai o exemplo a seguir, bolas e eu que queria algo de positivo para não parecer que foi tudo assim tão mau.

Não me interpretem mal. Que o senhor papinha e todos os outros senhores que existem nesse mundo fora venham a Portugal sempre que quiserem, agora, deixem-se de espalhafato... Obrigado :)

PS: O banco alimentar contra a fome pertence à igreja? Quer dizer, 1º pedem-me para ir as compras por eles e com isto reparem... carregamos com as compras, pagamos a o alimento, a taxa ao supermercado e o IVA para o governo e ao final de contas eles pertencem apenas à entidade mais rica do mundo? É mesmo só para quem tem uma santa paciência...

terça-feira, março 09, 2010

zZzZzZzZzZz

Pst...

Acordem pá!

Eu sei que já não escrevo há algum tempo, mas não vale a pena adormecerem desse lado...

quinta-feira, outubro 08, 2009

A quinzena da macacada

Confesso que sou um adepto de músicas nas ruas. Não costumamos ter ruas equipadas com sistemas de sons em ocasiões "normais" e apenas tenho o prazer de me deliciar com este feito em épocas festivas, quando um mendigo decide pedinchar no meu caminho ou quando saio de casa com os fones nos ouvidos. Repare-se porém que sair com os fones não concretiza realmente esta vontade de ouvir músicas nas ruas, pois apresenta-se como uma audição solitária.

Surge porém outra altura em que somos presenteados com músicas pelas ruas. Este ano estamos a passar por uma dessas fases e até somos convidados (leia-se obrigados) a assistir a autênticos rituais de dança (não sincronizada nem ao mesmo ritmo que a música), em autocarros estacionados em frente a locais de grande afluência popular e geralmente em horas de ponta.

Deixem-me esclarecer desde já que não acredito em campanha eleitoral da treta! Não me sinto minimamente influenciado por lixo visual como os grandes cartazes com frases de nada como "A hora da verdade" ao lado de um rosto com mais maquilhagem que um estojo de pintura. De facto não sei se esta frase está presente em algum cartaz, se o está, que fique também claro que não tenho nenhuma intenção contra nenhum partido político em particular. Apenas com todos eles.
A juntar aos cartazes, relembro o inicio deste post. Autocarro com pessoas aos pulos as 7 horas da manha enquanto toca uma música cujo refrão é bastante conhecido ("Muda de vida se não vives satisfeito") é, na minha inútil opinião, a coisa mais patética de uma campanha eleitoral. Não só pela imagem ridícula que passa, como principalmente e neste caso pela mensagem que deixam passar. Neste caso em concreto o partido politico (e parece-me irrelevante definir qual), pretende obter maioria num conselho onde não o é há tantos anos quanto aqueles que eu tenho consciência do mundo que me rodeia. A letra parece-se ajustar às intenções, mas vá lá... "se não vives(se-mos) satisfeito(s)" já teríamos mudado há algum tempo. Claro que o partido em causa poderá pensar que nós deixámos de viver satisfeitos desde as últimas eleições e, como tal e seguindo a sua "obrigação", lembra-nos que podemos mudar de voto. Resumindo: pela parte que me toca, obrigado pelo atestado de estupidez (ou não)...

Ora são os jornais criados para o efeito, os panfletos, as festas associadas a comícios, os fingimentos, os apertos de mão a pessoas comuns, mas reparem que são dados como se de velhos amigos se tratassem (talvez ja se tenham cumprimentado nas eleições anteriores, quem sabe?). É um sem número de coisas banais, que todos fazem, ano após ano, eleição após eleição. Pára o país para a campanha! Deixemos de lado as decisões, as discussões de assembleias, a evolução e alimentemos a campanha que terminará com o mesmo efeito de sempre, seja qual for o resultado da votação.
Fiz-me lembrar uma outra música... "Agora sim, temos a força toda (...) Agora não que eu acho que não posso (...)".

Acreditarei na politica e aceitarei panfletos, quando o nosso país estiver acima do vencedor de um Domingo de votos. Venha de lá a força toda que se lixem os "achos que não posso", de uma vez por todas!

sexta-feira, maio 29, 2009

Voltar à origem (Algures entre a saudade e a liberdade)

Tenho saudades de muitas coisas... Há bem pouco tempo, dei por mim angustiado por saber que não vou poder voltar a estar, na já demolida casa dos meus avós, com muitos dos meus 14 primos (e o meu irmão) maternos, a jogar um jogo qualquer, como acontecia quando eu tinha cerca de 5 anos...

Temos saudades do passado, daquela visita de estudo, daquela piada, daquela pessoa, daquele sitio, daquela actividade... Há coisas que podem voltar a acontecer, outras que não, mas tirando a questão temporal, isto é, o facto de envelhecer-mos, muitas das coisas das quais sentimos saudades e que não voltamos a fazer é por culpa meramente nossa!

Mas porque este assunto hoje? Porque sentia saudades da liberdade de andar de bicicleta... Há vários anos que não a sentia. Tinha criado o meu estereotipo de que eu não era assim... eu não o podia fazer. Há mais de 6 anos que não andava de bicicleta. Hoje mudei isso... Cansei-me nas subidas, cansei-me em terreno plano quando quis andar mais depressa para sentir o vento, descansei sempre que a descida dava o balanço, aumentava a velocidade, fazia bater mais vento na minha cara e que a estabilidade física e emocional me permitia fechar os olhos por alguns segundos e ser livre de mim mesmo...

Vale a pena estar cansado agora... Porque foi bom estar livre no meio na Natureza...

domingo, maio 10, 2009

Então olha gosto muito de ti (Um pedaço de simplicidade)

Tenho a convicção que nem tudo o que é simples é desinteressante. Patética forma de começar mais um post, mas talvez vos consiga convencer da frase que acabei de escrever.

Temos a tendência de não reparar nas coisas mais simples, geralmente porque estamos demasiado habituados a elas... Aliás, apercebi-me recentemente que por vezes temos de nos afastar de algo que gostamos, para ver que afinal gostamos muito mais do que pensávamos, mas isto não é história para agora...

Com este post quero mostrar-vos uma música, que à semelhança do filme que apresentei no post anterior, me marca imenso. Não há muitas musicas com as quais eu me identifique, ou me tivesse identificado, a 100% algures no caminho da vida, porém esta é uma dessas músicas. Chama-se Balada do Desajeitado e é de um grupo que tem a capacidade de fazer musicas lindas mas bastante simples e directas... Para interessados, falo dos Quadrilha.

Como todas as músicas bonitas... Percebam a letra para ouvir a mensagem...



Sei de alguém
Por demais envergonhado
Que por ser tão desajeitado
Nunca foi capaz de falar

Só que hoje
Viu o tempo que perdeu
Sabes esse alguém sou eu
E agora eu vou-te contar

Sabes lá
O que é que eu tenho passado
Estou sempre a fazer-te sinais
E tu não me tens ligado

E aqui estou eu
A ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo
De haver tempo p'ra te falar

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei
Inventar frases bonitas
Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

Podes crer
Que à noite o sono é ligeiro
Fico à espera o dia inteiro
P'ra poder desabafar

Mas como sempre
Chega a hora da verdade
E falta-me o à vontade
Acabo por me calar

Falta-me jeito
Ponho-me a escrever e rasgo
Cada vez a tremer mais
E ás vezes até me engasgo

Nada a fazer
É por isso que eu te conto
É tarde para não dizer
Digo como sei e pronto

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei
Inventar frases bonitas
Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

domingo, fevereiro 08, 2009

Bang Bang You're Dead


Todos nós temos os nossos pequenos tesouros... Coisas simples, mas que nos marcam bastante. Nem sequer sabemos bem porque, mas têm um valor bastante grande. Dizemos que têm "valor sentimental", possivelmente para não dizermos o valor monetário desses mesmos tesouros, pois sabemos que está muito abaixo do incalculável preço que lhes damos. Não os necessitamos de esconder em cofres ou de as proteger com as nossas vidas... São tesouros que ficam na estante à mostra, onde todos conseguem chegar e tocar. Não é necessário esconde-los porque eles são os nossos tesouros e não os tesouros dos outros. Marcaram-nos a nós e não aos outros.

Um dos meus tesouros é um filme que até hoje vi apenas duas vezes, nunca do inicio e sempre por acaso, na televisão. Várias foram as buscas pelas lojas online a procura-lo. Já o tinha encontrado mas em DVD para a região 1, nunca para a Europa. Hoje, ao acordar, nunca pensei que através de uma conversa de menssenger eu fosse levado a voltar a procura-lo e melhor... a encontra-lo...

Se alguém estiver interessado, chama-se "Bang Bang You're Dead". Muito provavelmente não o vão ver com os mesmos olhos arregalados que eu e por isso não vão perceber porque razão eu arregalo os olhos para o ver...
É pena...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Ano Novo, Vida Velha

Foi preciso passarem-se dois anos para que me designasse a entrar por estas portas adentro e vos visitasse... Uma das razões que me fez ficar tanto tempo fora foi não ter um tema que merecesse a minha atenção. Pois bem, lamento informar todos aqueles que possam ter criado alguma expectativa em relação a este post, mas continuo sem tema... Pura e simplesmente estou a deixar os dedos percorrerem o teclado e carregar numa tecla aqui e ali. Aparentemente escrever o segundo post também parece não ser propriamente a coisa mais fácil deste mundo, mas é o que se arranja e agora têm de gramar com ele.

O tema mais apropriado para a época seria o Ano Novo, as expectativas, os desejos, as mudanças. Tretas é o que é (o dicionario automático não reconhece tretas e aconcelha tetas... vai-se la entender a mente de quem faz estas coisas) ... Quantas das coisas que prometeram a vocês próprios no ano passado é que cumpriram? Por mais que queiramos mudar, chega ao momento de fazer a escolha e fazemos a mesma de sempre, seja ou não um ano novo. Não meus amigos, não digo que os anos passam como se estivéssemos a ouvir um cd riscado que toca sempre o mesmo trecho da musica. Há mudanças sim, mas não é por me ter metido em cima de uma cadeira a comer 12 passas a meia noite. Bem, a mim isto não pode ser o motivo das alterações porque eu não o fiz... Mas vá, não desviem a atenção... onde é que íamos? Ah! Íamos nos desejos que fazemos todos os anos (quem desconfia pode sempre reler um pouco do texto que foi o que eu fiz). Ok... aceito que tenhamos de fazer paragens para um pequeno check up, uma retrospectiva, necessitamos destes momentos para receber que o tempo passa e que nos estamos parados, para perceber que já não falta tudo, seja lá para o que quer que seja. Mas desenganem-se meus amigos... Vão precisar muito mais do que uma simples vontade de mudar, para conseguirem realmente mudar.

Bem... agora o meu pensamento pregou-me uma grande partida... Não é que o raio do cérebro achou por bem idealizar um desejo para o novo ano e postar aqui. Aparentemente e segundo ele (o cérebro claro, pois o que mais haveria de ser) acha que se o desejo for postado, será mais fácil de o cumprir devido à pressão que é exercida... Serviram estas frases, que separam esta mesma frase do inicio do parágrafo, para me desenrascar da partida, uma vez que agora já sei o que vou pedir, e ainda há pouco, enquanto liam aquelas coisas que estão escritas aqui em cima, não fazia a mínima ideia do que ia dizer... Penso que é uma deixa para terminar o post, portanto, como já repararam pelo texto que está prestes a acabar, vou acabar este texto, com ele...

Este ano vou sorrir mais...

(Se faltar algum P no texto, peço desculpa, mas a culpa é do raio da letra que custa a sair... teclados do ofício...)