domingo, setembro 11, 2011

Sair da esfera

Com a data limite para entrega da dissertação de mestrado a surgir no calendário, o tempo grita desesperadamente que tenho de me apressar. Entre leituras de artigos, livros e mais umas tantas publicações científicas, sinto-me bastante cansado, com uma enorme vontade de me recostar aqui na cadeira e deixar a mente parar de pensar.

Já de madrugada, quando me deito, permito-me sair da literatura científica. Pug, o pequeno mago aprendiz, entretém-me alguns minutos, até que algo me arranque do mundo mágico dos Tsurani e me lembre que são horas para ir dormir. Fiquei muito espantado, esta última madrugada, quando me percebi que enquanto lia este livro, toda a esfera envolvente da tese de dissipou, como se o tempo tivesse esticado e todas as preocupações já resolvidas.

terça-feira, setembro 06, 2011

Reclamação à Saída de Emergência

Boa noite,

Adquiri, a alguns minutos atrás, o livro «O Mago: Mestre», de Raymond E. Fiest, na loja Continente Montijo. O livro em causa fazia parte de uma promoção de verão da distribuidora de livros Bertrand. Para publicitar a promoção, foi colado na capa da frente do livro um autocolante de 7x7cm que, ao ser removido (dado que não faz parte da obra), levou consigo parte do brilho da capa.

Como consumidor, considero extremamente desagradável pagar para adquirir um produto, ser obrigado a receber a publicidade que acompanha esse produto e, a ainda por mais, ficar com o produto danificado.

Devo ainda salientar, que este livro se encontra esgotado em diversas livrarias (como por exemplo a Fnac ou a Bertrand), e que era o último exemplar à venda no hipermercado Continente, pelo que as opções dividiam-se entre não adquirir a obra ou adquiri-la com o autocolante.

Espero que em campanhas futuras, a Saída de Emergência tenha o bom sendo de não colar, nem autorizar que sejam colados, autocolantes nas capas dos livros, muito menos na capa frontal do mesmo. Para efeitos de publicidade podem sempre ser colocadas faixas à volta dos livros, como sempre se fez e não levam à degradação do livro.

Sinto-me realmente descontente com esta situação!

Com os melhores cumprimentos,
[assinatura]




Editado para incluir a resposta (que demorou menos de 24 horas)

Viva,

Obrigado pelo seu contacto.

Trata-se de uma campanha da responsabilidade da nossa distribuidora, à qual somos alheios – inclusive a qualidade do respectivo autocolante.
Já tivemos más experiências no passado com autocolantes nas capas dos livros e, pode ter a certeza, de que quando o fazemos, nos certificamos que os autocolantes saem facilmente sem deixar resíduos e sem danificar as capas dos livros.

Resta-nos apresentar as nossas desculpas pelo sucedido e informar que já apresentámos uma reclamação veemente à distribuidora, pelos danos causados aos livros e consequentemente aos nossos leitores.

Atentamente,

[assinatura]

domingo, setembro 04, 2011

Sete colinas, sete encantos e uma cidade

Sei de uma cidade de recantos, encantos, paixões e acima de tudo, vidas. São várias as músicas que fazem tributo à histórica cidade de Lisboa, várias as crónicas e várias todas as restantes fotografias da mágica cidade das 7 colinas.

A minha cidade tem mil e um encantos e mil e um cheiros. Em Alcântara, a ETAR domina levando os passageiros do 751 a fechar as janelas. No Terreiro do Paço, o som do rio atrai o som das máquinas fotográficas, ofuscado muitas vezes pela torre de babel de sons que saem da boca da imensidão de turistas que vem cheirar a maresia. Na Tapada da Ajuda, junto à subida das oliveiras que nos leva ao miradouro, um grande eucaliptal deixa-nos respirar natureza.

Mas não é só de cheiros que se faz Lisboa. Lisboa é feita de pessoas. Seja do agravel senhor que entrou no autocarro com uma anedota para cada passa, seja da recente mãe que vai ao mini preço de pijama, chinelos e rolos na cabeça. O misto de cultura, de opiniões, mas acima de tudo de convivência pacifica e agradável faz surgir um sentimento de saudade quando o rio fica muito distante da minha casa.

Lisboa tem liberdade... Tem eléctricos que nos levam para as ruas estreitas dos pequenos bairros, que mesmo estando inseridos na maior cidade do país, vivem como se fossem pequenas aldeias históricas. Lisboa tem uma rua de janelas verdes, à qual se liga uma rua de degraus, com janelas de várias cores, onde senhoras idosas regam plantas que foram propositadamente posicionadas ali, na calçada, para embelezar a sua rua.

Longe da beleza de todos os percursos turísticos, tão belos e encantados como qualquer outro, Lisboa tem os recantos que poucos conhecem, muitos dos quais que nem eu mesmo conheço, dignos do mais belo quadro ainda a ser pintado.

Que a calçada já gasta das ruas de Lisboa, continue a ser pisada, pois é digna disso...

sábado, setembro 03, 2011

Curtas

Ora uma breve nota sobre coisas breves:

- O blogger tem uma nova interface bastante apelativa (para quem tem blogues). Pena é terem adoptado o novo acordo ortográfico que se devia chamar TALP (Tratado que vem Assassinar a Língua Portuguesa)! Aviso desde já que não faço intenções de adoptar esse novo idioma patético >_<

- Comecei a fazer a lista de prendas que vou oferecer neste natal... Nunca tinha feito nada tão cedo. Agora só falta arranjar trabalho para arranjar dinheiro para começar a comprar. Ainda assim aposto que vou estar stressado quando chegar a altura e cheio de coisas para comprar (típico).

- A capacidade do google fazer coisas como devem ser é incrivelmente má... Este post teve de ser editado algumas de vezes porque o parvalhão do blogger decidiu-me comer os parágrafos. Com a crise que temos, qualquer dia teremos de cortar mais nisto... E já agora é fantástico o Chrome só considerar que "blogger" é erro na segunda vez que ele aparece escrito... Fantástico...

É tudo!

sexta-feira, setembro 02, 2011

- Apple

Quem me conhece sabe que eu detesto a Apple...

Eis um argumento a meu favor:
Vocês vão a uma loja, compram um telemóvel, chegam a casa e ligam o aparelho. Por qualquer razão não inseriram o cartão SIM, mas tudo bem, porque podem utilizar outras funcionalidades como a máquina fotográfica, o rádio, ...

Num iPhone não! Não há sim, não se liga o iPhone...

Detesto mesmo esta empresa... Se fossem plantar macieiras faziam melhor figura... >_<

domingo, agosto 28, 2011

Um mundo de Alphas em ascendência...

Vivemos num mundo competitivo. Toda a natureza é assim, apesar de raramente nos deixar ver essa faceta.

Sabe bem relaxar ao som de uma cascata longínqua, porém, à volta dessa cascata, toda a natureza, pelo menos aquela que é viva e que eu conheço melhor, está em luta. As plantas, no geral, lutam para terem mais um raio de sol que a sua vizinha, os animais por mais uma migalha de alimento, as bactérias, os vírus e muitos fungos por mais um hospedeiro que o alimente a custo reduzido, ...

A natureza está viva e compete. Aqui, quem não está pronto para lutar morre, aniquilado pelos seus vizinhos mais fortes.

A formação em biologia ensinou-me que estamos muito mais perto de seres selvagens pertencentes à natureza, do que aquilo que pensamos, ou que seria de desejar. Lembro-me hoje disto, porque vejo esta luta entre nós. Queremos ser mais engraçados que o outro, mais inteligentes, maiores (mesmo em termos físicos) e melhores no sentido geral. Aqueles que não lutam ou que apesar de lutarem não conseguem atingir os objectivos são friamente postos de lado. Somos selvagens para com nós mesmos!

Fico sem perceber qual o nosso lugar dentro dessa grande esfera natural. Se por um lado somos animais sociais, que dependem uns dos outros, e dependemos, por outro passamos todo o nosso tempo em luta. Provavelmente é essa mesma a ideia. A natureza procura a evolução e apesar de não desejar a perfeição, leva-nos a um óptimo ideal. Talvez a solução seja mesmo esta. A aniquilação dos menos aptos, ocorre nas nossas pequenas lutas, na escolha do perfume, nos óculos, no nosso carro, ou mesmo no gel de cabelo que usamos quando saímos de casa, para referir apenas as lutas que talvez seriam menos óbvias. Se calhar a natureza aproxima-nos para nós nos afastarmos, escolhendo quais os melhores e caminhando assim para o equilíbrio desta fisiologia natural.

Sou pelos mais fracos, pelos oprimidos e pelos renegados, talvez porque me sinto um deles, mas não me agrada ler esta sentença natural. Surge então uma outra dúvida: O que acontece a quem luta contra a corrente?

O mundo devia ser suficientemente grande para cabermos todos cá dentro...

sábado, agosto 27, 2011

1 ano

Hoje comemoro o meu primeiro ano de geocaching. Na verdade não faz hoje um ano que comecei a procurar os pequenos tesourinhos escondidos por aí. Hoje faz um ano que encontrei o meu primeiro tesourinho (ler post).

Ao fim de um ano de achados reconheço que o Geocaching fez algo em mim. Apesar de não ser um jogador nato e das minhas modestas 29 caches/ano estarem muito abaixo do que seria de esperar, sinto que estou um pouco diferente.

O Geocaching faz-me ir um pouco mais além. Procuro em mais uma pedra, atrás de mais uma árvore, vou mais fundo nos trilhos, ... Ontem foi a primeira vez que decidi não ir mais fundo, numa cache (Cave of Santa Margarida [GCA14F]), mas fica a promessa de lá voltar e ir quão fundo for necessário.

:)

segunda-feira, agosto 22, 2011

Líbia

A liberdade é um sentimento único e apesar de ainda haver muito para fazer, dou aqui os meus parabéns à Líbia... Esperemos que agora saibam desfrutar aquilo que conquistaram...

sábado, agosto 20, 2011

1º dia Mundial do Geocaching

Hoje comemora-se o 1º dia Mundial do Geocaching e eu estou em casa... a fazer correlação entre expressão de genes e qualidade de cortiça... Aff, tese malvada...

(ao menos está a chover... acho que escolhi um bom verão para escrever a tese :p)

sexta-feira, agosto 19, 2011

Bento XVI @ Madrid

Há pessoas que sempre que abrem a boca provocam reacções em mim...

No feed do Público, referente a uma noticia relativa à visita do tio Bento a Madrid, pode-se ler que «Bento XVI advertiu hoje sobre o que considerou serem os “abusos” de uma ciência “sem limites”, afirmando que quando se elimina toda a referência a Deus se pode chegar ao totalitarismo político. Pouco antes, o Papa tinha-se manifestado contra “o relativismo e a mediocridade”.»

Adorava começar por comentar a parte que se refere a uma "ciência sem limites", mas o artigo não define o que é ser "sem limites", porém, cego será aquele que acredita que a ciência se faz "sem limites". Apesar de responder a questões e necessidades do dia-a-dia, a ciência é feita por cientistas para cientistas e ofende-me o senhor ao considerar que eu não tenho capacidade intelectual para definir limites, considerando-me eu uma parte integrante da ciência.

Acho curioso o senhor considerar que sem referencia religiosas se chega ao totalitarismo politico, quando na idade média, a igreja tinha um poder total sobre a religião, saúde e politica dos diferentes reinos. Nenhum rei poderia em situação alguma contrariar uma posição do clero. Não deixa de ser irónico, mesmo aos dias de hoje, em que a igreja apesar de tantos seguidores elege soberanamente e o seu chefe, ou será que ele não é um totalitarista politico dentro do Vaticano (e infelizmente mesmo cá fora)? Porque razão quererá a igreja ter uma palavra a dizer em assuntos que não são da sua alçada? Não permito à minha vizinha que me venha cá a casa dizer em que pratos devo comer!

Aceito que o Papa se ache superior a todas as outras pessoas, já o mostrou em diversas ocasiões e agora voltou a afirma-lo. Até percebo o pobre desgraçado, porque na verdade não acredito que este tipo de pessoas (onde incluo por exemplo o Obama e outros afins) tenham plena consciência do mundo real, uma vez que vivem como que dentro de retomas, protegidos da verdadeira verdade (passo o pleonasmo) por todos os seus assessores. Ainda assim, quando temos uma posição prestigiante devemos ter muito cuidado com aquilo que dizemos. É muito fácil usar ouro e dizer-mos aos nossos súbitos que não aceitamos mediocridade. Tenho muita pena e sou sincero nisto, que ele não se lembre que a maioria dos seus seguidores são pessoas sem posses e que infelizmente têm de se contentar com aquilo que têm. E lamento imenso também, mas nem todos podem ser papas, da mesma forma que nem todos conseguimos ser bons, por mais que lutemos para ser melhores. Revejo neste discurso de Bento XVI mais mediocridade do que se tivesse sido um deficiente mental a fazê-lo, porque ao menos esse seria mais consciente daquilo que é. Ao fim e ao cabo, todos somos humanos!